Fórum da Nossa Aldeia Global

 

 


Fórum da Climatização na Aldeia Global
DeMensagem
A.F

16/12/2005
10:46:56
Assunto: nova inergia

Mensagem:
Pile à combustible: l'Islande veut devenir la première économie à l'hydrogène


TOKYO, 15 juin (AFP) - L'Islande pourrait bien devenir la première économie du monde libérée des combustibles fossiles émetteurs de gaz à effet de serre si elle parvient à produire suffisamment d'hydrogène pour les piles à combustible à partir de ses multiples sources d'énergie renouvelable.

"C'est là notre objectif", a déclaré à l'AFP Ingimundur Sigfusson, ambassadeur d'Islande au Japon, où s'est récemment tenue la conférence mondiale du gaz. "L'Islande souhaite être devenue une économie à l'hydrogène d'ici l'année 2040", a-t-il précisé.

Mais pour atteindre son objectif, elle "est dépendante du développement des technologies des piles à combustible et de stockage d'hydrogène, ce qui demeure un handicap", a-t-il concédé.

La pile à combustible produit de l'électricité par la réaction de la molécule d'hydrogène (H2) avec celle de l'oxygène de l'air (O2) et son seul rejet est de la vapeur d'eau (H2O). Mais l'hydrogène est encore en majeure partie extrait du gaz naturel, processus qui émet du CO2, gaz à effet de serre.

Pays volcanique de sources chaudes et de magnifiques chutes d'eau, l'Islande produit à partir de ressources renouvelables plus de 70% de l'énergie qu'elle consomme: 50% de géothermie et 20% d'énergie hydraulique.


Environ 90% des maisons islandaises sont chauffées par de l'eau chaude souterraine et une part croissante de l'électricité est produite à l'aide de la vapeur des sources géothermiques.

Le fait que 17% seulement de ses ressources géothermiques et hydrauliques aient été maîtrisées encourage cette île de l'océan Atlantique de 288.000 habitants à mettre fin à l'usage des combustibles fossiles.

"Nous avons bon espoir qu'en utilisant ces ressources en énergie pour produire de l'hydrogène et en convertissant les transports à l'hydrogène, entre 90 et 95% de nos besoins totaux en énergie seront satisfaits par des sources renouvelables", avait déclaré le 2 septembre le Premier ministre islandais David Oddsson, au Sommet de la terre en Afrique du Sud.

L'Islande fait partie du projet européen ECTOS (Ecological City Transport System) prévoyant que trois autobus à hydrogène DaimlerChrysler à pile à combustible commenceront de rouler le 31 août à Reykjavik. Le coût est couvert à 40% par l'Union européenne.

La conversion de la grande flotte de bateaux de pêche du pays est un projet à plus long terme. Des sociétés mènent des recherches dans ce domaine, dont le groupe japonais de mécanique lourde et construction aéronautique Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI).















retour à la revue de presse du mois Besoin d'une info plus ancienne
sur le même sujet ?
Utilisez notre moteur



João Figueiral

16/12/2005
14:43:15
RE: nova inergia

Resposta:
Neste aspecto, estou com o Sr Jorge Santos que diz que este tipo de tecnologias são para paises ricos. Só esses paises se podem dar ao luxo de se pouparem e de utilizarem tecnologias limpas. Pois exigem investimentos iniciais só compatíveis com os mesmos.
Mas repare que se estiver um pouco atento e seguir mais um pouco este tipo de tecnologias, irá verificar, que em Portugal ou por Portugueses se desenvolvem uma grande parte destas tecnologias. Mas desaparecem daqui para fora. Eu já trabalhei na parte financeira duma empresa portuguesa de capitais holandeses e austriacos que vendia tecnologia para o exterior, aproveitada de jovens universitários das nossas universidades. Numa feira onde participaram, estava lá um projecto brilhante de uma universidade da zona do porto, de aproveitamento e armazenamento energético.
Visava a produção de energia electrica com recurso ao sol e vento, e o armazenamento da produção excentária sob a forma de hidrogénio e oxigénio a partir de água. Que eram usados através da pilha de combustível que para aqui trouxe para produzir energia em caso de necessidade, como por exemplo de noite, voltando a produzir a água consumida. Tratava-se de um projecto do mais ecológico que já conheci até hoje. Tinham uma banca enorme com o esquema todo a funcionar lindamente.
Mas o projecto de que falei, nunca poderia ser aplicado num país como o nosso. Nós por cá vamos é ter a maior refinaria de petróleo da europa. O que é pena num pais tão soalheiro e ventoso como o nosso. Realmente entristesse-me ver a Noruega que é o 3º maior produtor de petróleo recorrer massivamente às energias alternativas e ver Portugal, que deve ser o 2º mais soalheiro e ventoso da europa a intalar refinarias de petróleo. O mundo funciona assim:
- Os paises ricos apostam nas energias limpas e vendem petróleo;
- Os paises em vias de desenvolvimento, compram petrloeo e refinam-no. Consomem a maioria e vendem o excedente para os paises subsenvolvidos;
- Os paises subdesenvolvidos consomem petróleo e outros até o têm mas deixam explorá-lo aos Ricos.

Não vale a pena ficarem muito tristes... Afinal estamos no 2º grupo. Se não cairmos entretanto para o 3º, sempre poderemos aspirar ao 1º. Se calhar no próximo século já lá estaremos.

Cumprimentos,

João Figueiral


A.F

16/12/2005
15:36:02
RE: nova inergia

Resposta:
Para O Sr João Figueira
outro artigo enteressante...


Geotermia, a energia da Terra
A água quente extraída do subsolo é utilizada para o aquecimento ou, sob a forma de vapor, para pôr turbinas em movimento e produzir eletricidade. As técnicas vêm melhorando, mas o peso dos investimentos refreia o progresso da geotermia.
• Hidrogênio, a energia do futuro?
O hidrogênio está disponível em quantidade ilimitada na água e nos hidrocarbonetos. Sua utilização como combustível nos motores ou para estocar eletricidade nas pilhas de combustível não causa poluição. Inúmeros protótipos encontram-se em fase de desenvolvimento.


Professor Arnason, há 14 anos que investiga os sistemas geotérmicos do seu país. Quando é que começou a pensar que o hidrogénio poderia ser uma solução possível para os 40% da energia consumida na Islândia que provinha de combustíveis fósseis importados

O hidrogénio como fonte de energia é um conceito mais antigo que o petróleo. O investigador alemão Wilhelm Ostwald afirmou inteligentemente em 1894 que “o futuro deveria ser alimentado por células de combustível e não por motores de combustão”. Pensa que a oportunidade de um futuro limpo e auspicioso foi na realidade perdido quando o motor de combustão se tornou predominante? Será que ainda estamos a tempo para corrigir o erro?

A conversão da economia islandesa para uma baseada em hidrogénio necessita de produzir 450.000 toneladas de metanol através do CO e CO2 libertado nas fábricas de alumínio e silício ferroso, com a adição de 68.000 toneladas de hidrogénio produzidas por electrólise. Será este cenário economicamente viável? Qual é o custo estimado para o processo total de conversão?

A empresa islandesa New Energy Ltd vê este poderoso projecto como um “preview” para uma conversão maior e mais vasta para o hidrogénio. Quais são os objectivos da empresa a nível mundial? Esperam exportar a tecnologia e o know how para outros países? Ou será que por outro lado a Shell e a Daimler Chrysler estão apenas a testar a solução do hidrogénio na Islândia, para poderem conquistar o mercado mundial posteriormente
Tecnologicamente o metanol parece ser a solução lógica na Islândia para o uso do hidrogénio nas PEMFC. Consideraram outras tecnologias de células de combustível (como as SOFC, solid oxid fuel cells) ou mesmo outros combustíveis como possíveis candidatos
Quanto tempo é que temos ainda de esperar por uma solução para o armazenamento do hidrogénio? Estamos condenados a usar pilhas de combustível com combustíveis que emitem CO2, em vez de hidrogénio puro, o que permitiria uma taxa zero de emissões
De acordo com as suas palavras “2030-2040 como previsão para a conversão total é conservadora”. Pode dar-nos uma estimativa da redução possível neste espaço de tempo, se uma solução para o armazenamento do hidrogénio surgir ainda nesta década? Será que poderíamos então esperar 2018-2020 como uma data realista
Sendo um perito em energias renováveis, qual é a sua opinião relativamente às fontes energéticas mundiais actuais e futuras? Acredita que a economia mundial pode ser alterada para uma de base em renováveis? Ou, por outro lado, o hidrogénio (apesar de ser uma energia renovável também) é a única solução para o desenvolvimento sustentável

Os jovens engenheiros portugueses devem apostar neste campo, em termos de especialização? Temos futuro para uma indústria portuguesa de sucesso...

Comprimentos ..Armando França








João Figueiral

16/12/2005
16:40:54
RE: nova inergia

Resposta:
Olá Sr Armando,

Eu não sou perito em energias renováveis.... nem longe. Mas cativam-me imenso. Sou até associado de organismos de promoção e desenvolvimento de energias renováveis. Mas é só para matar o vício. A minha vida é as finanças... Contribuir para que o Estado tenha boas receitas e os contribuintes me lixem o juízo.... hehehe

Quanto ao futuro, e eu que tenho acompanhado a econmia e as energias renováveis, garanto-lhe que não é assim tão difícil converter muitas unidades actuais num futuro proximo e tudo a longo prazo(50 a 100 anos). Politicamente vão se controlando as coisas para sustentar certos objectivos meramente economicistas e estratégicos. Por isso é que existem as reuniões do G8, a Organização Mundial do Comércio, etc. O recurso maçisso ao hidrogéneo permitiria diminuir a poluição futura e digerir parte da poluição passada. Mas o seu avanço repentino pode-se tornar estratégicamente mau para os actuais países desenvolvidos. Já reparou que as economias emergentes como a chinesa e a indiana poderiam usurfruir de vantagem competitiva nesse avanço? Torna-se necessário promover o petróleo enquanto dura, e ir desenvolvendo tecnologias mais limpas de forma discreta. E só avançar quando for a altura certa. Os paises desenvolvidos têm melhor capacidade de avançar, é certo. Mas como têm toda a sua estrutura assente no petróleo, têm um custo elevado - A conversão. Custo que os paises emergentes e subdesenvolvidos não têm, uma vez que estão numa fase de implementação. Por isso há que empurrá-los para o petróleo. Quando todo o mundo se alarmava com o medo do preço do barril superar os 100 dollars, eu sempre afirmei que era impossível. Isso mandava a medio prazo as economias emergentes para as energias alternativas e os paises desenvolvidos para o caos. Daí que eu tenha razão.

No estado da Califórnia, desactivaram uma central nuclear em favor de um parque fotovoltaico e concluiram que ganharam dinheiro. E também concluiram que se não fossem os custos de desactivação da central nuclear, passaria de rentável para extremamente rentável.

Por outro lado já reparou que com o hidrogénio se poderiam ter edificios auto subsistentes energéticamente? E os impostos? Controlaria bem os Estado? Pois é....

Cumprimentos,

João Figueiral


Meneses

16/12/2005
22:13:36
RE: nova inergia

Resposta:
acho muito bonito a Geotermia, mas 17500€ pela maquina ou noutro caso 9420€ mais o transporte da Alemanha para cá + iva é demasiado caro para a bolsa do comum Português como eu.
Ainda andei a ver mas com estes preços....
pena num país como o nosso e não se consegue aproveitar os recursos naturais... ai se tivesse uma coroas...


João Figueiral

16/12/2005
23:52:34
RE: nova inergia

Resposta:
Geotermia??? Máquina???,

Não deve estar a falar de geotermia, certo?
Desculpe a interrogação, mas não entendi muito bem. Para ter um sistema geotermico teria de gastar umas vezes mais. Não na bomba circuladora, mas sim no furo hertziano. Isso é o valor de uma bomba de calor, com permutador subterrâneo, ou submerso.

Cumprimentos,

João Figueiral


Meneses

17/12/2005
00:57:45
RE: nova inergia

Resposta:
sim claro nao sou especialista, mas uma dita bomba de calor com permutador submerso e um preço destes.... meu Deus
quando ao furo penso que poderia utilizar a água do rio que passa perto, isto claro segundo os especialistas...
Mais uma vez digo sou consumidor final, nao percebo muito do assunto pois nao é a minha área, daí dizer maquina porque para mim é uma maquina que vai buscar o calor da terra ou água, enterrado o dito captador a 60 cm ou por furo a uns 120? metros.
E segundo os orçamentos que tenho, para ter esse sistema a funcionar foi-me apresentado esse preço.
Peço desculpa por não um intendido na matéria.
Então o que é mais caro é o dito permutador submerso ou subterraneo pois as bombas de calor rondam os 4000€? ou serão bombas de calor diferente?


João Figueiral

17/12/2005
22:52:04
RE: nova inergia

Resposta:
Também sou consumidor, mas não tinha percebido bem. Mas presumi que estivesse a falar de bombas de calor. O que se verificou. Desconheço os preços exactos das peças, mas custarão no caso de bomba de calor, esses valores. Se usar energia geotermica, gastará imensamente mais. Só compensa para grandes explorações. Ou melhor se analizarmos exclisivamente do ponto de vista económico a curto prazo, nunca compensará. Tem que ser vista a longo prazo e atendendo a muitos factores. Na maioria das zonas de Portugal, é possível a exploração de águas quentes. Mas como será de prever, terá de ser a elevadas profundidades. Aqui no meu conselho, fizeram uma sondagem, e encontraram viabilidade de captura de águas quentes a 350 metros de profundidade. Contudo a viabilidade de exploração económica... esperemos para a ver ir para o lixo. A única exploração a sério de energia termodinâmica para aquecimento que conheço, pode ser vista em S.Pedro do Sul.

O que estamos a analisar neste post é o aproveitamento do hidrogénio. Que é se dúvida uma grande fonte de energia e limpa. Mas os intresses políticos e estratégicos deitam tudo a perder.

Falou-se aqui da Daimler-Chrisler que está a desenvolver o conceito de pilha de combustível. Mas é o caminho errado, de longe. Mas é o caminho que poderá trazer vantagens aos paises desenvolvidos. Os automóveis seriam mais eficazes se se usasse em motores de combustão, especialmente com o motor Wankel, tipo o que equipa o Mazda RX8. A BMW também já apresentou motores convencionais a trabalhar a hidrogénio. Mas este avanço poderia ser estratégicamente errada para os G8.

O hidrogénio também pode ser usado para produzir electricidade em grandes quantidades em centrais tipo as nucleares, mas em vez de serem a exploração de uma bomba atómica, seria a exploração de uma bomba de neutrões. Conseguiria-se produzir o triplo da energia e sem resíduos radioactivos como as centrais nucleares. Mas existe um problema que são as superiores necessidades de refrigeração. Em caso de falha, poderia trazer consequencias trágicas.

Cumprimentos,

João Figueiral




Responder a esta mensagem:

Nome:
Email:
Notificar-me quando houver resposta:Sim  Não

Icon a utilizar:            

        

Assunto:
Mensagem:

 

 


A Nossa Aldeia Global
 Voltar à inicial 

Este fórum não tem moderador, sendo o conteúdo das mensagens publicadas da exclusiva responsabilidade dos autores. O administrador do sistema poderá, no entanto, excluir sem aviso prévio, mensagens cujo conteúdopossa ser considerado impróprio, fora de contexto, ou lesivo ao bom nome de terceiros.


Copyright © 1997 aglobal.com